Os Missionários Claretianos começaram nesta segunda-feira, 24, a celebração do seu XXV Capítulo Geral em Roma. A Congregação, fundada por Santo António Maria Claret, em 1849, em Vic, Espanha, tem atualmente 3.020 missionários espalhados em 64 países. Sua principal missão é a evangelização por todos os meios possíveis, de acordo com o mais urgente, oportuno e eficaz em cada lugar e tempo, em estreita colaboração com os bispos.

O Capítulo Geral reúne-se a cada seis anos. É o órgão supremo de governo da Congregação. Nesta edição reúnem-se 82 padres capitulares: os membros do Governo Geral, os Superiores Maiores da Congregação e representantes das 34 Províncias e Delegações da Congregação eleitos democraticamente.

As metas que marcam as Constituições para o Capítulo Geral são reafirmar e atualizar o carisma congregacional no contexto atual, avaliar o estado da vida da Congregação, definir quais devem ser as prioridades apostólicas para os próximos seis anos, e finalmente, eleger o novo Governo Geral que deverá colocar em prática as iniciativas e disposições do Capítulo. samu

“O contexto mundial em que vivemos muda constantemente e as novas situações que estamos vivendo nos apresentam fortes questionamentos para a nossa ação missionária: como situar-nos perante o pluralismo cultural e religioso presente em todas as sociedades, como enfrentar o desafio da secularização, o que fazer em situações de pobreza, de violência e de perseguição religiosa que existe em muitas partes do mundo, como usar apostolicamente as possibilidades que nos oferecem as redes sociais de comunicação…”, destaca a Congregação em um comunicado.

Além disso, “o pontificado do Papa Francisco marca um novo rumo na vida da Igreja, um estilo de vida mais evangélico e mais exigente. Aos religiosos o Papa nos deu umas indicações muito precisas por ocasião do Ano da Vida Consagrada, que estamos celebrando. Nos exorta a viver a alegria que brota da experiência de fé e do dom da vocação, a aprofundar na vida fraterna que deve viver em uma sociedade onde o reina o individualismo e a competitividade; para ir às periferias do mundo, onde vive tanta gente submetida à pobreza e à injustiça, tantas pessoas abandonadas, que moram nas periferias da Igreja porque abandonaram a fé ou se afastaram dela”, destacam os Claretianos.

Nesta situação, conclui a nota, “o capítulo irá refletir sobre a forma de transmitir a mensagem do Evangelho no mundo de hoje, quais são as prioridades que a Congregação deve ter na sua atividade missionária e quais consequências para a sua vida consagrada, para a formação e a sua organização”.